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Avril Lavigne concede entrevista ao Daily Telegraph

No último sábado, Avril Lavigne conversou com o portal australiano Daily Telegraph sobre os últimos anos longe dos holofotes devido a doença de Lyme, sobre o processo de gravação de seu mais recente single, Head Above Water, e até mesmo que chegou a cogitar parar de trabalhar com música. Leia a tradução na íntegra:

Você esteve fora do radar nos últimos anos e recentemente revelou que, na verdade, você estava de cama devido a doença de Lyme. Você sabe como a contraiu?
Definitivamente eu estava fazendo muitas trilhas e andando de jipe em florestas.

Como foi ser forçada a desacelerar?
No fim eu percebi que dar um tempo foi uma coisa boa. Eu nunca dei uma pausa desde que comecei quando ainda era adolescente, sempre alternando entre estúdio e turnês.

Sua saúde é algo que você agora deve estar sempre atenta?
Sim. Houve uma época que minha saúde foi totalmente retirada de mim. Mas agora, voltar a ativa, fazer um álbum inteiro, gravar clipes, fazer ensaios fotográficos e voltar a performar – isso me deixa muito feliz! Não consigo acreditar o quanto eu senti falta! É quem eu sou. Quando fiquei mal, eu pensei “bom, acho que não vou mais trabalhar, acabou.” Enquanto estava na cama me recuperando, sem nem pensar em fazer um álbum, eu comecei a compor, naturalmente. Foi bom vivenciar isso porque me mostrou que, não importa o que aconteça, a música está em mim. Não é algo forçado, está lá e é uma parte de quem eu sou.

Seu primeiro single de retorno, Head Above Water, é uma balada que requer uma voz poderosa. Você ficou surpresa que a sua não foi afetada por estar doente?
Estava preocupada que, quando eu voltasse a cantar, teria que fortalecer minhas cordas vocais e cantar por um tempo pra ter minha voz do ponto de onde eu parei. Mas acho que esse recomeço funcionou para mim emocionalmente, fisicamente e espiritualmente. Passar por algo tão pesado assim nos restabelece demais. Me sinto orgulhosa e vitoriosa por ter enfrentado isso e estar aqui agora. Estou bem feliz que minha primeira música de retorno é sobre essa experiência. Como não poderia ser?

Foi difícil passar pela sessão de gravação dessa música?
Eu lembro que em um certo ponto, quando Chad estava gravando meus vocais e ele teve que me tirar da cabine porque eu estava prestes a chorar. E sempre que você chora em estúdio, nunca é uma boa coisa para as cordas vocais. Elas se fecham e podem mudar completamente o tom. Ele ficou “não, não, não, não chore!” Eu me afastei do microfone, fui ao banheiro, sentei no chão e botei a cabeça no lugar. Talvez seja por isso que as pessoas podem sentir a emoção na música.

Era importante ter alguém que você conhece tão bem, como seu ex-marido, no estúdio?
Chad e eu somos bons amigos. Nós permanecemos próximos e ele me apoia até hoje, então foi muito especial tê-lo lá para me ajudar.

Você vai lançar um álbum no ano que vem. Você também virá visitar a Austrália?
Eu amo a Austrália, vocês sempre me apoiaram. Lembro de surfar lá na praia de Manly, em 2011. Não posso acreditar que fiz isso! Me lembra muito o Canadá, em como as pessoas são tão boas e tranquilas. Fiz amigos lá.

Alguns anos longe dos holofotes pode ser arriscado. Você ficou aliviada ao ver que seus fãs ainda estão aqui?
Sim! Fiquei impressionada ao ver o quanto minha fã-base é forte, mesmo após uma grande pausa como essa. Eles são bem presentes, os vejo online. Eles têm voz e fazem barulho! Foi bom me reconectar com eles.

Você pode conferir o texto original, em inglês, aqui.

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